Oi, gente. Vamos falar sobre leishmaniose? Tenho pegado praticamente 4 casos por semana. Independente da aérea ou bairro, já é uma doença endêmica. Então, vou falar um pouco sobre ela aqui. O nosso modelo é o Luca, da Eduarda, que não mediu esforços para salvá-lo.
Uma importante zoonose, de evolução crônica, que se não tratada, é fatal.


E infelizmente, temos o cão como falso vilão da história.

A Leishmaniose é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, após ter picado um animal infectado. É importante ressaltar que a leishmaniose não tem cura (animais) e pode colocar a vida do seu cão em risco (e a sua também, embora exista cura clínica para humanos). Sintomas da LCV, são extremamente diversos em cães, podendo, inclusive, ser assintomáticos.

Mas aí vão alguns sinais que merecem atenção: perda de peso, pelagem opaca, falta de apetite, úlceras, anemia, apatia, inchaço nos gânglios, diarréias e vômitos persistentes, desânimo, o crescimento exagerado das unhas e a seborréia, caracterizada por feridas que não se cicatrizam da maneira esperada, conjuntivites, hemorragias nasais, ferimentos na pele (nas áreas do focinho, orelhas, cauda, articulações e ao redor dos olhos), abdômen inchado, atrofia muscular, perda de pelos e descamações na pele.

Problemas de insuficiência renal também podem ser causados pela doença em um estágio mais avançado, e outros órgãos como fígado e baço também podem apresentar complicações. Sobre tratamento e vacinação, vou explicar em outra postagem, pois merecem atenção especial. Lembrando que existe sim o tratamento (a eutanásia não é mais a única solução). E vacinação!


O Luca já está em casa, com tratamento e coleira preventiva, graças à sua mamãe, que não descansou e salvou seu filhote.


Um abraço!


Lívia Keunecke – Dermatologia Veterinária CRMV-RS 13738

Fotos autorizadas pela tutora.
Fotografia @robertareis_fotografia

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